Você não consegue descansar e está com dores constantes? Leia este texto.

Autor: Esequias Caetano
E-mail: ecaetano@ellopsicologia.com.br

Tensão muscular constante, dificuldade de parar de pensar nas preocupações, dores de cabeça, dores no estômago, vontade de fugir (sumir) de tudo, irritabilidade anormal, dificuldade para se concentrar e sensação de desgaste ao acordar são apenas alguns dos sintomas[1] mais comuns do estresse. Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma epidemia global, ele atinge cerca de 90% da população mundial[2] e está associado a uma enorme quantidade de doenças, como arteriosclerose (que leva ao infarto), derrame (AVC), diabetes insulinorresistente e do tipo 2, úlcera, colite, herpes labial, gripes e resfriados, lúpus, artrite reumatóide, impotência, amenorréia (ausência de menstruação) e nanismo psicogênico (em crianças)[3].

Marilda Lippi[4], principal referência brasileira quando o assunto é estresse, explica que todos estão sujeitos a se estressar, vez ou outra, apresentando um ou mais dos sintomas descritos. Mas a partir do momento em que o estresse torna-se repetitivo/continuada ou aparece de forma muito intensa, passa a representar um risco à saúde e requer atenção especializada. A pesquisadora explica ainda que ele se desenvolve em um continuum, começando com uma simples reação do organismo a uma mudança de rotina até a exaustão total, que pode levar a morte[5]. Este continuum pode ser representado da seguinte forma:

Continuum
Fase 1 – Estresse Cotidiano: Também chamada de Fase de Alerta, representa uma reação comum do corpo e da mente a algum desafio, a alterações na rotina ou no estilo de vida. Não representa qualquer risco e apenas prepara a pessoa para eliminar aquele estressor.Fase 2 – Resistência: Quando o estressor não é eliminado o organismo entra na fase de Resistência, que representa uma tentativa de se adaptar à situação e sobreviver a ela.

Fase 3 – Quase Exaustão: A pessoa já está desgastada e enfrenta dificuldades para suportar o estressor. O sinal amarelo está ligado.

Fase 4 – Exaustão: O corpo já não suporta a situação e a saúde está em risco. Várias doenças graves podem aparecer e, se a pessoa não se cuidar, pode chegar à morte. O sinal vermelho está ligado.

Como saber em qual destas fases você está?

Marilda Lippi desenvolveu um pequeno questionário online que permite avaliar o nível de estresse em que a pessoa está. Encontra-se em seu site e pode ser acessado clicando na imagem abaixo.

Marilda
Importante ressaltar que este questionário é bastante simples e não tem a mesma fidedignidade de uma avaliação profissional. Ao clicar em “conferir resultados”, você descobrirá se aquilo que sente se parece com o que pessoas estressadas costumam sentir e de qual das fases você mais se aproxima. Se você estiver em quase exaustão ou exaustão, não deixe de buscar ajuda profissional para superar os problemas que vem enfrentando. Você não precisa se expor ao risco de desenvolver uma doença mais grave, já que o estresse é perfeitamente tratável.Como superar o estresse

Os especialistas em estresse[6] recomendam uma alimentação balanceada, prática de exercícios de relaxamento e atividade física e, principalmente, descanso e busca por momentos de lazer.

É difícil para um indivíduo estressado conseguir descansar ou ter lazer. Ele, em geral, acredita que não tem tempo para isto e que se parar sofrerá uma série de prejuízos profissionais, acadêmicos ou financeiros. Mas é importante entender que se continuar no ritmo em que está, os prejuízos podem ser ainda maiores: a tendência é a produtividade cair cada vez mais e aquelas doenças relacionadas ao estresse começarem a aparecer. Se tudo isso não funcionar ou se os sintomas do estresse estão muito intensos, a ajuda profissional pode ser a melhor saída, se não a única.

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