A Terapia normalmente dura até que as metas do cliente sejam atingidas, os transtorno metais tenham sido tratados ou, simplesmente, enquanto o cliente desejar dar continuidade ao processo. É difícil prever o tempo exato necessário para que isso seja aconteça.

Embora alguns protocolos de tratamento prevejam uma quantidade média de atendimentos (por exemplo, a maioria dos tratamentos validados para Transtorno de Pânico preveem entre 10 e 20 sessões), existe um grande número de variáveis que podem interferir aumentando ou reduzindo o tempo de trabalho. Algumas das principais, são:

– O nível de qualificação e familiaridade do terapeuta com o tipo de tratamento indicado para a demanda do cliente;

– A existência de mais de um transtorno mental, a quantidade de transtornos mentais existentes e a complexidade de cada um deles;

– A existência de problemas clinicamente relevantes em áreas específicas da vida, como desemprego, falta de suporte social, exposição a relacionamentos conflituosos ou violentos, entre outros; a quantidade de áreas da vida comprometidas e o nível de comprometimento de cada uma delas;

– O nível de engajamento do paciente para com o tratamento;

– O nível dos recursos psicológicos (habilidades) do paciente no início do tratamento, o grau de complexidade dos problemas (emocionais, cognitivos e ambientais) que interferem para a aprendizagem de novas habilidades e uso daquelas já presentes no repertório;

– A existência ou não de condições biológicas que favorecem ou desfavorecem o tratamento;

– Outras não descritas na lista.

A terapia pode se encerrar também quando o Psicólogo avalia que não está conseguindo auxiliar seu cliente de maneira satisfatória (não é ético seguir com um tratamento que não está funcionando). Nestes casos, ele e o cliente discutem o encerramento do trabalho e o encaminhamento a outros profissionais, caso o encaminhamento pareça necessário.

Algumas pessoas podem optar por continuar em terapia mesmo quando os transtornos mentais já foram tratados ou as metas já foram atingidas. Normalmente, não há problemas nisso, exceto quando a permanência represente uma demanda clínica, como dependência emocional, insegurança para enfrentar os desafios da vida ou qualquer outra. Nestes casos a demanda é tratada e o processo segue enquanto continuar sendo útil.

 

O que acontece depois que a terapia termina?

Quando a terapia termina, o cliente recebe alta e pode seguir normalmente com sua vida. Deste ponto em diante, não existe regra sobre como deve ser a interação entre ele e o profissional que o atendeu. Podem se tornar amigos, podem nunca mais se falar, podem manter contato regular para acompanhamento ou, ainda, decidir que o cliente precisa buscar outros tratamentos com profissionais específicos. Em resumo, fica a critério dos envolvidos.